Tabela de Peso de Chapa Metálica: Guia Técnico Completo
Quem trabalha com chapas de aço no dia a dia sabe que o peso por metro quadrado define praticamente tudo no projeto: cálculo estrutural, custo de frete, capacidade de içamento, dimensionamento de apoios e até o orçamento final. Uma tabela de peso de chapa confiável evita retrabalho, sobredimensionamento e desperdício de material.
Neste guia, apresento as tabelas técnicas que uso há mais de 20 anos na indústria. São valores teóricos padronizados para aço carbono, baseados na densidade de 7,85 g/cm³. Servem como referência para especificação, compra e planejamento de produção.

Fundamentos da Tabela: Bitola, Espessura e Massa
Antes de consultar qualquer tabela, é preciso entender os três parâmetros que definem o peso de uma chapa metálica:
Bitola MSG (Manufacturer’s Standard Gauge): É o padrão americano de calibre, amplamente adotado no Brasil para especificação de espessura. Quanto menor o número da bitola, maior a espessura da chapa. É o sistema mais usado em chapas de aço carbono para aplicações industriais e construção civil.
Espessura: Medida em milímetros, representa a distância entre as faces da chapa. Chapas finas vão de 0,30 mm até cerca de 3,00 mm. Chapas grossas partem de 4,75 mm (3/16″) e chegam a mais de 30 mm em aplicações estruturais pesadas.
Peso (kg/m²): É a massa da chapa por metro quadrado. Esse valor permite calcular o peso total de qualquer peça multiplicando pela área. Para aço carbono, usa-se a fórmula: espessura (mm) × 7,85 = peso aproximado em kg/m².
Tabela de Peso do Aço Carbono – Bitola MSG
Esta é a tabela de referência para chapas de aço carbono, que respondem pela maior parte das aplicações industriais. Os valores consideram o peso teórico, ou seja, condições padrão sem variações de laminação.
| Bitola MSG | Espessura (mm) | Peso (kg/m²) |
|---|---|---|
| 24 | 0,61 | 4,88 |
| 23 | 0,68 | 5,49 |
| 22 | 0,76 | 6,10 |
| 21 | 0,84 | 6,71 |
| 20 | 0,91 | 7,32 |
| 19 | 1,06 | 8,54 |
| 18 | 1,21 | 9,76 |
| 17 | 1,37 | 10,98 |
| 16 | 1,52 | 12,21 |
| 15 | 1,71 | 13,73 |
| 14 | 1,90 | 15,26 |
| 13 | 2,28 | 18,81 |
| 12 | 2,66 | 21,36 |
| 11 | 3,04 | 24,41 |
| 10 | 3,42 | 27,46 |
| 9 | 3,80 | 30,52 |
| 8 | 4,18 | 33,57 |
| 7 | 4,55 | 36,62 |
| 3/16″ | 4,76 | 37,35 |
| 1/4″ | 6,35 | 49,80 |
| 5/16″ | 7,94 | 62,25 |
| 3/8″ | 9,53 | 74,70 |
| 1/2″ | 12,70 | 99,60 |
| 5/8″ | 15,88 | 124,49 |
| 3/4″ | 19,05 | 149,39 |
| 7/8″ | 22,23 | 174,29 |
| 1″ | 25,40 | 199,19 |
| 1.1/6″ | 26,99 | 211,64 |
| 1.1/8″ | 28,58 | 224,09 |
| 1.3/16″ | 30,16 | 236,53 |
| 1.1/4″ | 31,75 | 249,98 |
| 1.5/16″ | 33,34 | 261,43 |
| 1.3/8″ | 34,93 | 273,88 |
Chapas Finas Laminadas a Frio – Bitola GSC
As chapas laminadas a frio passam por processo de conformação em temperatura ambiente, o que garante melhor acabamento superficial e tolerâncias dimensionais mais precisas. São indicadas para peças que exigem qualidade visual ou conformação posterior.
| Bitola GSC | Espessura (mm) | Peso (kg/m²) |
|---|---|---|
| 30 | 0,30 | 2,40 |
| 28 | 0,38 | 3,04 |
| 26 | 0,45 | 3,60 |
| 24 | 0,60 | 4,80 |
| 22 | 0,75 | 6,00 |
| 20 | 0,90 | 7,20 |
| 19 | 1,06 | 8,48 |
| 18 | 1,20 | 9,60 |
| 16 | 1,50 | 12,00 |
| 14 | 1,90 | 15,20 |
| 13 | 2,25 | 18,00 |
| 12 | 2,65 | 21,20 |
Chapas Finas Laminadas a Quente – Bitola GSC
A laminação a quente trabalha o aço em alta temperatura, resultando em chapas com superfície oxidada (carepa) e tolerâncias menos rigorosas. Em compensação, o custo é menor e a disponibilidade de espessuras maiores é imediata. Muito usadas em estruturas, pisos e aplicações onde o acabamento não é prioridade.
| Bitola GSC | Espessura (mm) | Peso (kg/m²) |
|---|---|---|
| 18 | 1,20 | 9,60 |
| 16 | 1,50 | 12,00 |
| 14 | 2,00 | 16,00 |
| 13 | 2,25 | 18,00 |
| 12 | 2,65 | 21,20 |
| 11 | 3,00 | 24,00 |
| 10 | 3,35 | 26,30 |
| 9 | 3,75 | 30,00 |
| 8 | 4,25 | 34,00 |
| 7 | 4,50 | 36,00 |
| 3/16″ | 4,75 | 38,00 |
| – | 5,00 | 40,00 |
Quando o Peso Reduzido Define a Escolha do Material
As tabelas acima servem para chapas lisas maciças. Porém, em muitas aplicações industriais, o peso total da estrutura precisa ser minimizado sem perder resistência mecânica. É o caso de passarelas, pisos elevados, grades de ventilação, forros técnicos e proteções de máquinas.
Nesses cenários, a chapa expandida apresenta vantagem técnica direta: o processo de corte e estiramento remove material, reduzindo o peso por metro quadrado em até 80% comparado à chapa lisa de mesma espessura. A malha losangular resultante mantém rigidez estrutural adequada para a maioria das aplicações de piso e fechamento.
Além do peso reduzido, a chapa expandida não gera resíduos no processo de fabricação (aproveitamento integral da bobina), permite passagem de ar, luz e água (evitando acúmulo), e dispensa furação posterior. Em projetos onde cada quilo conta no cálculo estrutural ou no custo de frete, essa diferença é decisiva.
Para consultar espessuras, aberturas de malha e pesos específicos das chapas expandidas, acesse nosso catálogo técnico. Trabalhamos com diferentes padrões de losango e materiais, incluindo aço carbono, galvanizado e alumínio.